O gosto da Derrota!

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No mundo corporativo, a coisa mais comum que existe são as derrotas e as vitorias. Muitos dizem que uma vitória deve ser comemorada como uma final de campeonato outras diz que deve ser comemorado, mas que deve ser comedido, de qualquer forma devemos extravasar a alegria ao concluir um projeto, finalizar uma venda ou comprar um produto ou bem que tínhamos planejado. Ao comemorar nosso organismo libera serotonina e endorfina na corrente sanguínea nos dando a sensação de prazer.

Mas e a derrota? Como lidar com ela? Como se preparar para assimilar um revés não esperado. Às vezes olhamos as pessoas que admiramos e achamos que a derrota não existe para elas, mas sim, ela existe o que muda é a forma como ela assimila e canaliza as energias para que ela seja facilmente contornada.

Para se sentir o gosta amargo da derrota passamos por alguns estágios, que muitas vezes passam despercebidos ou perdura por um bom tempo, isso varia de pessoa para pessoa.

Anúncio:Tudo começa com um anúncio, muitas vezes ele já é aguardado com ansiedade, mas sempre esperamos uma boa notícia.
Apatia: Ela ocorre principalmente quando a notícia chega de forma escrita, onde o receptor da mensagem vai lendo e aos poucos assimilando aquela notícia na qual não era esperada. A face da pessoa é o que mais demostra essa apatia, a expressão fica totalmente mudado para uma pessoa que esta triste ou inconformada.

Inconformidade: A pessoa não se convence da notícia, muitas vezes ela  novamente o comunicado que trouxe o revés ou procura a pessoa que deu a noticia para confirmar o que foi dito.

A busca por respostas:Ainda em estado de inconformidade a pessoa para por algum tempo tentando achar resposta, onde foi que ela errou ou deixou de fazer para que aquilo viesse a acontecer.

Assumindo uma posição:E é aqui que o gosto se prolonga ou não. Após a buscar por resposta a pessoa irá ter a certeza da culpa ou não pelo acontecido. Nesse ponto ela irá assumir um papel que irá determinar o quão longe irá se arrastar o gosto da derrota segue alguns abaixo.Não devemos encarnar personagens negativos quando isto nos acontece, mas é o que a maioria das pessoas fazem, segue uma lista dos personagens mais conhecidos:

O coitado:“Se fazer de coitado” quem nunca ouviu essa expressão, esse é o mais conhecido de todos, mas ele tem dois lados o que se faz de coitado para retirar o peso da derrota das costas ou para desviar a atenção do acontecido fazendo com que caia no esquecimento. Em minha opinião esse é o mais perigoso, pois como já estão acostumados a fazer isso com frequência essas pessoas se tornam dissimuladas e acabam manipulando negativamente as pessoas que estão em sua volta.

O depressivo: Esse pode ser até um estágio do nosso personagem anterior, mas os derrotados depressivos ficam amargurando a derrota por muito tempo e demoram a reagir novamente, em um ambiente corporativo isso pode comprometer todo o cronograma de atividades da empresa.

O segregado: Esse é o que está na moda, tudo de ruim que acontece com essa pessoa é por que ela é de um grupo específico. Um bom exemplo disso é dizer: “Isso só acontece comigo por que eu sou mulher!” Ou “Isso só acontece comigo por que sou negro!” Acredito que ainda existam diferenças no mundo, principalmente no mundo corporativo diferença de cargos e salários, mas o que essas pessoas têm que pensar é que elas não são obrigadas a conviver com essa situação, elas podem mudar, não são todas as empresas que aceitam esse tipo de comportamento. Mas os segregados continuam a caminhar pelos nossos corredores entoando o seu mantra! E o pior que isso fixa na cabeça das pessoas e muitas passam a acreditar no que elas dizem e com isso conseguem uma legião de seguidores.

O Amaldiçoado: Esse foi abandonado por Deus ou Alá! Ou seja, lá qual for o seu credo. Tudo é culpa dessa força maior chamado religião. Conheço pessoas que designam grandes tarefas as suas divindades, mas não se mexem para poder facilitar a vida delas. Dessa forma fica difícil ser ajudado. É mesma coisa que cruzar a bola na área adversária e o time todo está no campo de defesa. Muitas vezes a passividade toma conta dessas pessoas. E por isso pouco se extrai de pessoas assim.

O João sem Braço: Esse está sempre dando um jeito de empurrar a culpa da derrota para outras pessoas, nesse caso a pessoa se acha muito esperta, pensa que ninguém está acompanhando a evolução das atividades que ela faz, e quando o revés acontece o que ela faz? Empurra a culpa para outras pessoas. Esse tipo de personagem é fácil lidar, pois nos dias atuais temos comprovar tudo que fazemos, as empresas tem cópia de e-mails, pautas de reunião e até gravações telefônicas. Dessa forma fica fácil pegar a pessoa na mentira.

O Realista: Esse na verdade é mais um exercício de melhoria do que um personagem, todos podemos ser realistas e assumir os nossos erros e as nossas deficiências, mas nem todos estão preparados para isso. Muitas vezes por medo, medo da demissão, medo da retaliação, medo da opinião das pessoas. Mas a partir do momento que enxergamos as nossas deficiências e vemos o porquê fomos derrotados conseguimos rapidamente nos erguer e seguir em frente.

A derrota é necessária para se obter a vitória, tenhamos em mente que durante todo o processo até chegar a vitória estamos derrotados. A derrota só deixará de existir no momento em que somo bem sucedidos no que estamos buscando. Antes disso tudo é derrota. Saiba como contorna-la, como evita-la, entretanto tenha consigo que ela existe e a vitória pode não chegar.
Somos campeões em tudo que fazemos caso contrário não poderíamos estar onde estamos. Não podemos perder tempo com o que não nos faz bem. Pensando dessa forma o único gosto amargo que iremos sentir daqui para frente é o de um bom chocolate 70% cacau.

“Quem tem um razão para viver é capaz de suportar qualquer coisa.” Nietzsche

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