Veja o que pode mexer com o mercado da soja nesta semana

Segundo a consultoria Safras, três fatores seguem determinantes na formação de preços: avanço do coronavírus, relatório do USDA e demanda chinesa

Soja grão chicago

Foto: Pixabay

A soja terminou a semana passada, mais curta ponta do feriado, com preços enfraquecidos no mercado brasileiro, segundo acompanhamento da consultoria Safras. Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros se valorizaram na quinta-feira, 9, ante medidas do banco central americano para apoiar o país em meio à pandemia de coronavírus.

Mas o que aguarda o agricultor nesta semana? O analista Luiz Fernando Roque lista pontos de atenção, que têm potencial para mexer com as cotações da oleaginosa.

  • Os mercados mundiais continuam muito atentos a novidades sobre a evolução da pandemia de coronavírus e sobre as ações governamentais ao redor do mundo para impedir o avanço das mortes e diminuir os impactos econômicos derivados das restrições e paralisações de importantes setores da economia mundial;
  • A divulgação semanal de dados econômicos dos EUA e da Europa, epicentros atuais da pandemia, tornam-se fundamentais para uma maior clareza sobre o verdadeiro tamanho dos problemas nas principais economias do mundo e sobre até quando durarão. Dia após dia os mercados devem refletir estes dados;
  • As incertezas permanecem, e embora o pior pareça já ter passado, ainda esperamos muita volatilidade nas próximas semanas;
  • A Bolsa de Chicago deve continuar acompanhando o mercado financeiro de perto, sem uma tendência e sem suportes definidos. A pressão negativa que impede a retomada da linha de US$ 9,00 na primeira posição permanece;
  • Os players também devem continuar digerindo o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de abril;
  • O órgão americano trouxe número mistos, mas não teve grandes surpresas. O relatório foi considerado neutro por indicar estoques nos EUA acima do esperado e estoques mundiais abaixo do esperado;
  • Os movimentos da demanda chinesa no mercado internacional fecham o quadro de fatores;
  • Os chineses permanecem demandando muita soja brasileira, e tal fato não deve mudar até junho. Já a partir do segundo semestre, devemos ver uma forte queda nas compras chinesas de soja brasileira, com a demanda asiática migrando com força para o mercado americano para honrar o acordo comercial firmado em janeiro.

Fonte: Canal Rural

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