Projeto Campo Futuro: Camarão apresenta maior nível de investimento entre espécies estudadas

Projeto Campo Futuro: Camarão apresenta maior nível de investimento entre espécies estudadas

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A aquicultura brasileira é caracterizada pela grande diversidade de sua produção em termos de espécies e níveis de tecnologia.  As diferentes condições de clima e sistemas de produção permitem ao produtor investir e oferecer espécies distintas de acordo com a demanda do mercado. Prova disso, é o camarão, que apresentou o maior nível de investimento entre todas as espécies estudadas neste ano pelo Projeto Campo Futuro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Foram levantados os custos de produção de cinco tipos de pescado brasileiro: camarão marinho, tilápia, pintado, pirarucu e tambaqui.

Os resultados foram apresentados no Seminário Nacional do Projeto Campo Futuro 2015, na última quarta-feira (18/11), em Brasília. De acordo com o palestrante e pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Pesca e Aquicultura, Roberto Valladão, em 2015, o produtor de pescado investiu de R$ 720 mil a R$ 2 milhões na carcinicultura, que atualmente é o setor aquícola brasileiro com maior nível de intensidade tecnológica, o que demanda elevados investimentos em equipamentos e viveiros, como o tanque escavado.


Nessa cadeia produtiva, destacam-se os resultados dos altos custos relativos a impostos e assessoria para elaboração de projetos (técnico e ambiental). “Isso se deve, além do porte do projeto, à complexidade envolvida no processo de licenciamento ambiental, uma vez que a maioria dos projetos de carcinicultura está localizada em áreas ambientalmente sensíveis, como restinga e mangue”, explicou Roberto Valladão.  A coleta de dados foi feita no litoral nordestino, mais especificamente em Natal (RN), Acaraú (CE) e Aracati (CE), onde a cultura do camarão tem se desenvolvido.


O pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), Marcos Debatin Iguma, apresentou os resultados relativos à produção de aves e suínos, com painéis realizados em Rio Verde (GO) e Feira de Santana (BA). O levantamento foi feito especialmente com avicultores e suinocultores integrados à agroindústria – sistema em que a indústria fornece os principais insumos e assistência técnica necessários à produção. Os pesquisadores do Campo Futuro constataram que as propriedades típicas da avicultura de Rio Verde são compostas por 72,6 hectares (ha) e os frangos utilizados são da linhagem comercial Cobb Vantress.


Já em Feira de Santana, as propriedades típicas seguem o padrão de 5,43 ha e a linhagem mais usada é da empresa Hubbard, geralmente “sexados”, ou seja, ao longo do ano, a integradora fornece lotes só de machos ou só de fêmeas. “Toda a coleta de dados foi feita com base na realidade dos produtores. Funciona dessa forma: Os avicultores recebem da agroindústria pintinhos, medicamentos, assistência técnica, apoio veterinário e ração e, quando termina o processo, entregam os animais pesados”, afirmou Marcos Debatin.


Os resultados econômicos e zootécnicos dos custos de produção da pecuária de leite, na safra 2014/2015 nos estados de Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Sul e Tocantins, foram revelados pelo pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), Wagner Hiroshi. Segundo ele, a pesquisa detectou uma elevação na produção do leite nos últimos anos. Em 2012, por exemplo, o município de Lima Duarte (MG) produzia 135 litros por dia, hoje já soma 270 L/dia. Em Guarapuava (PR) a conquista é o registro da produção diária, em 2014 não havia como mensurar sem o registro de produção leiteira e em 2015 são 200 litros por dia.


O projeto Campo Futuro, que ocorre desde 2007, é uma parceria entre a CNA, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Federal de Lavras (UFLA), Instituto Pecege e Universidade Federal de Viçosa (UFV). O projeto levantou os custos de produção das cadeias produtivas da cana-de-açúcar, café, fruticultura, cereais, fibras e oleaginosas, silvicultura, aves e suínos, pecuária de leite e de corte e aquicultura.

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