Especialista destaca tendências e opções mais saudáveis

Como você alimenta o seu pet? Com ração tradicional, vegetariana, vegana ou dietas específicas? O aumento na diversidade de produtos para o consumo de animais de estimação é cada vez mais significativo e resulta em uma mudança de comportamento dos tutores, que devem decidir o que é melhor para o seu pet. A veterinária, especialista em comportamento animal e fundadora da Pet Anjo, Carolina Rocha colabora com essa análise e destaca que cada animal tem necessidades diferentes na hora de se alimentar, e o mais importante é “que a alimentação seja balanceada e consiga nutrir o animal de acordo com suas particularidades”.

Abaixo, a veterinária lista algumas das rações mais utilizadas e descreve suas características:

Ração tradicional: ainda é a mais consumida e uma ótima forma de alimentar o pet, se feita com opções de qualidade. Segundo Carolina, uma das preocupações que a fez perder espaço nos últimos anos, foi por conta dos transgênicos e do aumento no número de câncer em animais, mas a veterinária afirma que isso não pôde ser comprovado em estudos e pesquisas, portanto, a ração tradicional de boa qualidade permanece como alimentação adequada.

Classificação de rações tradicionais:

  • Ração econômica: são produtos de baixa qualidade nutricional, mas muito vendidos por conta do preço, geralmente seus componentes têm origem vegetal e não animal. A proteína nesse caso, vem da soja e Carolina afirma que não é tão bom para o pet.
  • Ração standard: tem um preço também acessível, mas é um pouco mais cara que a anterior. Carrega uma pequena quantidade de componentes de origem animal, entretanto, na maioria das vezes, são subprodutos como a farinha de carne e a gordura animal, proteínas que não vem das melhores partes da carne, ressalta Carolina.
  • Ração premium: o valor desta opção é mais elevado, mas o custo benefício é melhor, pois tem componentes de origem animal, é mais digerível e o pet não perde tantos nutrientes.
  • Ração super premium: são as melhores do mercado e consequentemente, mais caras, pois usam carnes bovina, ovina e suína. Tem um valor proteico mais adequado porque ao invés de usar subprodutos (farinha de carne e gordura), ela é feita com a própria carne. De acordo com a veterinária, a digestão é muito boa e o bichinho em geral, come menos e produz menos fezes. Dentro dessa categoria, há rações terapêuticas para algumas doenças, como problemas renais ou crônicos, para idosos, animais castrados, opções light ou para raças específicas, por exemplo.

Ração vegetariana ou vegana: há uma abertura de mercado para essas opções, por conta do aumento no número de pessoas vegetarianas e veganas, que na maioria das vezes, tendem a oferecer ao animal uma ração que tenha mais a ver com o estilo de vida desses tutores. Para a especialista, é fundamental que essa composição seja balanceada, de acordo com o porte, a saúde, a raça e o comportamento do animal. Um veterinário da área de nutrição animal deve acompanhar.

Alimentação com base em carnes: elas podem ser dadas aos pets com certeza, mas Carolina reforça que a grande questão sobre a ingestão deste alimento cru, está no tratamento pelo qual ele passa. A presença de microorganismos em carnes mal manipuladas e conservadas, pode ocasionar problemas intestinais para o bichinho. A veterinária diz que congelar a carne antes de oferecê-la pode combater as bactérias. “Não é só porque a carne é crua, que ela traz riscos, isso depende do tratamento para eliminação de microorganismos ao qual foi submetida”, completa.

Dieta low carb: esse tipo de alimentação não é recomendada para todas as raças de cães. A ingestão dessa dieta vai depender da fase de vida em que o animal está e da necessidade nutritiva dele. Carolina reitera que “ele pode precisar de uma carga de carboidratos maior e além disso, vai depender da rotina. Se é um cão muito esportista ou ativo, talvez precise dessa maior quantidade de energia de fácil utilização, que é atingida pelo consumo do carboidrato”. A veterinária diz que os cães e gatos carecem de alguns aminoácidos que só estão presentes em proteínas animais, portanto, dietas que tenham como base, grão de bico, soja ou algas marinhas não são suficientes para suprir a necessidade do animal.

Fonte: ES Hoje

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